Equaçons fundamentais e meditaçom

Hoje foi um dia de descanso. Desses que passam amodinho, e nom se pensa muito.
Onte rematei com toda a teoria de Termo e precisava acougar a mente. Nom se pode dar o cento per cento todo o tempo, se o fizesse tolearia. Marchei cedo, a isso da umha, da biblioteca cumha sensaçom rara na cabeça, a meias derrengado e relaxado. A impressom era semelhante à que tes quando voltas a casa depois de fazer deporte, duchas-te e depois sentas e nom fazes rem. Era esse estado da mente que persego quando forço um pouco o corpo e canso-me adrede, ou a que acado depois da hora de Tai-Chi-Chuan. Tenho a certeza de que o a concentraçom que precisa o trabalho matemático ao que o cérebro tem que acostumar-se, e que é-che-vos de todo menos natural, fai que um entre num estado alterado da consciência semelhante ao da meditaçom à vez moi diferente. A mente cansa-se ao pouco tempo e perdes a concentraçom, disque Gauss era quem de manter esse estado durante dias, só pensando no problema que queria resolver.
Com essa ideia marchei da biblio e acostei-me, esgotado. À manhancinha erguim-me tarde (às onze ;) ), almorcei ligeiro e figem tarefas da casa. Quando rematei de aquelar o banho e a cozinha saim a mercar e dar um passeio ate o Obradoiro, ainda que ia um frio... . Passei a tarde a ler "Viaje al oeste", que fazia semanas que nom tocava, acompanhado dum bo té, e rematei de pôr em ordem a casa. Todo isto sem pensar em nada em particular, coma se faze-lo fosse algo estranho, alienígena: Nem Termo, nem política, nem ela... . Hoje a Terra poderia ter desaparecido sob os meus pés, e eu seguiria a beber pracidamento da minha taça...