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sábado, janeiro 21, 2006
  Os raios catódicos
Onte tivem a prática dos raios catódicos em Quântica. Mui gráfica e "clássica", mais quanto tés que fazê-la ti só a cousa comprica-se. O meu companheiro deu baixa no laboratório e o professor esqueceu-se de designar-me um novo. Ainda assim tardei pouco en fazê-la, que os físicos somos mui rabudos e non creríades a discussons que se escuitam no laboratorio! Todos parecem catedráticos! :S

Hoje apetece-me falar-vos da história desde fenómeno.

As primeiras observaçons de raios catódicos dérom-se no interior dos tubos de Geissler. Os tubos de Geissler empregavam-se para estudares as descargas eléctricas em gases. As lâmpadas fluorescentes de hoje som as aplicaçons práticas desse instrumento científico. Na metade do século XIX a natureza da electricidade protagonizava quase todas as controvérsias dos físicos, chegando algúns às maos ;). Este novo fenómeno avivou a contenda: Nom foi ate 1895 quando J.Perrin amosou que tinham carga eléctrica negativa, empregando um tubo de raios inventado por ele (O mesmo que empregamos nas práticas): Pintou com material fosforescente o interior da cara anodica do tubo, que emitiam luz (verde) ao ser impactada polos raios. Enquanto Varley e Crookes demostrarom que em presença dum campo magnético os raios mudavam a trajectória....

...Já que saem estes dous machotinhos tenho que contar-vos outro dia um pouco da sua vida: Dous científicos respeitáveis, um deles (Varley) co-inventor do telégrafo, e dá-lhes por investigar fenómenos paranormais na Inglaterra do século XIX (Mui Vitoriano isso sim) e inventar trebelhos para medir auras (:P).... E contar que a mulher de Varley deixou-no por telegrafo -isso e ter má hóstia- para casar com Ion Pedicaris o protagonizar o "Escandalo Pedicaris" levado ao ecran no filme "The Wind and the Lion" (Com Sean Connery)... Isto já parece "Salsa Rosa" ;) ...

... Como dizia Varley e Crookes observárom que os raios eram afectados por campos magnéticos, mais outro experimento de H. Hertz negou este fenómeno. A prensa (científica e política) inglesa e germana metêrom-se numha liorta do copom, cada um levando a besta cara sua corte. Nalgúns encontros científicos houvo liortas e feridos... :S (Que brutinhos che me eram estos científicos victorianos...). Resultou que os tubos de Hertz tinham umha falha de fabricaçom e o gás residual ionizado influía no seu resultado.



Depois de todas estas perrenchas acientíficas, Hertz expujo a hipótese da natureza corpuscular do electrom (1892) ao descobrir que os raios atravessavam pequenas lâminas de metal ou de papel. E ademais tinham que ser muito mais pequenos que os átomos conhecidos! Pois atravessavam a materia... Foi umha das primeiras provas de partículas subatómicas! Em umha época na que a so a ideia da teoria atómica era só umha hipótese. A experiência de Herzt foi questionada cinco anos.

Hoje sabe-se que os raios catódicos som os eléctrons que se desligam dos átomos do cátodo e impactam no ánodo. Desprendem-se por duas razons principais: As "quentes" e as "mornas". Um ejemplo de quente é se fazemos passar umha corrente por umha espira de volfrâmio** o que excita os átomos do material que ganham energia e perdem essos eléctrons. Um de morno é fazer incidir um pulso laser sobre um metal o que tem o mesmo efeito: os electróns excitam-se e perdem a conexom com seu átomo. Depois uma "porta" (Um electrodo extractor) acelera os eléctrons e os precipita no ánodo.

Em 1897 J.J. Thomsom desenha umha experiência genial que lhe permitiu medir o quociente carga/massa dos "raios" (dos electróns que o formam). El foi quem presentou a teoria formal dum corpusculo para a su conformaçom. Logo Stoney daria-lhe nome: ηλεκτρον (elektron, electrom).

**(Mui mal por o Estraviz!:
Volfrâmio s. m. Óxido de tungsténio natural, elemento químico número 74 da classificaçom periódica, muito duro, dificilmente fusível, usado na fabricaçom de aços especiais, filamentos para lâmpadas eléctricas [al. Wolfram].

Tungsténio (Tungsteno em castelam) e un anglicismo horrível!! )


 
Comments:
Aqui che fica o texto minimamente corrigido:


Onte tivem a prática dos raios catódicos em Quântica. Mui(to) gráfica e "clássica", mais quando tés que fazê-la ti só a cousa complica-se. O meu companheiro deu baixa no laboratório e o professor esqueceu-se de designar-me um novo. Ainda assim tardei pouco em fazê-la, que os físicos somos mui(to) rabudos e nom creríades as discussons que se escuitam no laboratório! Todos parecem catedráticos! :S

Hoje apetece-me falar-vos da história desde fenómeno.

As primeiras observaçons de raios catódicos dérom-se no interior dos tubos de Geissler. Os tubos de Geissler empregavam-se para estudar as descargas eléctricas em gases. As lâmpadas fluorescentes de hoje som as aplicaçons práticas desse instrumento científico. Na metade do século XIX a natureza da electricidade protagonizava quase todas as controvérsias dos físicos, chegando alguns às maos ;). Este novo fenómeno avivou a contenda: Nom foi até 1895 quando J.Perrin amossou que tinham carga eléctrica negativa, empregando um tubo de raios inventado por ele (O mesmo que empregamos nas práticas): Pintou com material fosforescente o interior da cara anódica do tubo, que emitiam luz (verde) ao ser impactada polos raios. Enquanto Varley e Crookes demonstrárom que em presença dum campo magnético os raios mudavam a trajectória....

...Já que saem estes dous machotinhos tenho que contar-vos outro dia um pouco da sua vida: Dous científicos respeitáveis, um deles (Varley) co-inventor do telégrafo, e dá-lhes por investigar fenómenos paranormais na Inglaterra do século XIX (Mui(to) Vitoriano isso sim) e inventar trebelhos para medir auras (:P).... E contar que a mulher de Varley deixou-no por telegrafo -isso é ter má hóstia- para casar com Ion Pedicaris ou protagonizar o "Escándalo Pedicaris" levado ao ecran no filme "The Wind and the Lion" ... Isto já parece "Salsa Rosa" ;) ...

... Como dizia Varley e Crookes observárom que os raios eram afectados por campos magnéticos, mais outro experimento de H. Hertz negou este fenómeno. A prensa (científica e política) inglesa e germana metêrom-se numha liorta do copom, cada um levando a besta cara sua corte. Nalguns encontros científicos houvo liortas e feridos... :S (Que brutinhos che me eram estos científicos vitorianos...). Resultou que os tubos de Hertz tinham umha falha de fabricaçom e o gás residual ionizado influía no seu resultado.

Depois de todas estas perrenchas acientíficas, Hertz expujo a hipótese da natureza corpuscular do electrom (1892) ao descobrir que os raios atravessavam pequenas lâminas de metal ou de papel. E, além disso, tinham de ser muito mais pequenos que os átomos conhecidos! Pois atravessavam a matéria... Foi umha das primeiras provas de partículas subatómicas! Em umha época na que só a ideia da teoria atómica era só umha hipótese. A experiência de Herzt foi questionada cinco anos.

Hoje sabe-se que os raios catódicos som os eléctrons que se desligam dos átomos do cátodo e impactam no ánodo. Desprendem-se por duas razons principais: As "quentes" e as "mornas". Um exemplo de quente é se fazemos passar umha corrente por umha espira de volfrâmio** o que excita os átomos do material que ganham energia e perdem esses eléctrons. Um de morno é fazer incidir um pulso laser sobre um metal o que tem o mesmo efeito: os eléctrons excitam-se e perdem a conexom com o seu átomo. Depois umha "porta" (Um eléctrodo extractor) acelera os eléctrons e os precipita no ánodo.

Em 1897 J.J. Thomsom desenha umha experiência genial que lhe permitiu medir o quociente carga/massa dos "raios" (dos eléctrons que o formam). El foi quem apresentou a teoria dum corpúsculo para a sua conformaçom. Logo Stoney daria-lhe nome: ηλεκτρον (elektron, eléctron).

**(Mui mal polo Estraviz!:
Volfrâmio s. m. Óxido de tungsténio natural, elemento químico número 74 da classificaçom periódica, muito duro, dificilmente fusível, usado na fabricaçom de aços especiais, filamentos para lâmpadas eléctricas [al. Wolfram].

Tungsténio (Tungsteno em castelhano) e um anglicismo horrível!! )
 
Obrigado!
;)
 
E que é o profesor de cuántica? no departamento de Escola de Campións habia xente pouco seria.
 
Melhor nom dar nomes... ;)
 
Ti non tiveches a sorte de coñecer a Carme, a muller de Hans. Esta parella era do máis serio da facultade; curiosamente, apenas tiñan "prestixio" ¡¡por que facían exames aprobables!! Hans foi dos poucos co que tiven laboratorios decentes.

Por certo ¿que especialidade estás a facer?
 
Especialidade? Agarda um pouco rapaz! :) ...
 
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