Os raios catódicos

Onte tivem a prática dos
raios catódicos em Quântica. Mui gráfica e "clássica", mais quanto tés que fazê-la ti só a cousa comprica-se. O meu companheiro deu baixa no laboratório e o professor esqueceu-se de designar-me um novo. Ainda assim tardei pouco en fazê-la, que os físicos somos mui rabudos e non creríades a discussons que se escuitam no laboratorio! Todos parecem catedráticos! :S
Hoje apetece-me falar-vos da história desde fenómeno.
As primeiras observaçons de raios catódicos dérom-se no interior dos
tubos de Geissler. Os tubos de Geissler empregavam-se para estudares as descargas eléctricas em gases. As
lâmpadas fluorescentes de hoje som as aplicaçons práticas desse instrumento científico. Na metade do século XIX a natureza da
electricidade protagonizava quase todas as controvérsias dos físicos, chegando algúns às maos ;). Este novo fenómeno avivou a contenda: Nom foi ate 1895 quando
J.Perrin amosou que tinham carga eléctrica negativa, empregando um tubo de raios inventado por ele (O mesmo que empregamos nas práticas): Pintou com material fosforescente o interior da cara anodica do tubo, que emitiam luz (verde) ao ser impactada polos raios. Enquanto
Varley e
Crookes demostrarom que em presença dum campo magnético os raios mudavam a trajectória....
...Já que saem estes dous machotinhos tenho que contar-vos outro dia um pouco da sua vida: Dous científicos respeitáveis, um deles (Varley) co-inventor do telégrafo, e dá-lhes por investigar fenómenos paranormais na Inglaterra do século XIX (Mui Vitoriano isso sim) e inventar trebelhos para medir auras (:P).... E contar que a mulher de Varley deixou-no por telegrafo -isso e ter má hóstia- para casar com
Ion Pedicaris o protagonizar o "Escandalo Pedicaris" levado ao ecran no filme
"The Wind and the Lion" (Com Sean Connery)... Isto já parece "Salsa Rosa" ;) ...
... Como dizia Varley e Crookes observárom que os raios eram afectados por campos magnéticos, mais outro experimento de
H. Hertz negou este fenómeno. A prensa (científica e política) inglesa e germana metêrom-se numha liorta do copom, cada um levando a besta cara sua corte. Nalgúns encontros científicos houvo liortas e feridos... :S (Que brutinhos che me eram estos científicos victorianos...). Resultou que os tubos de Hertz tinham umha falha de fabricaçom e o gás residual ionizado influía no seu resultado.

Depois de todas estas perrenchas acientíficas, Hertz expujo a hipótese da natureza corpuscular do electrom (1892) ao descobrir que os raios atravessavam pequenas lâminas de metal ou de papel. E ademais tinham que ser muito mais pequenos que os átomos conhecidos! Pois atravessavam a materia... Foi umha das primeiras provas de partículas subatómicas! Em umha época na que a so a ideia da teoria atómica era só umha hipótese. A experiência de Herzt foi questionada cinco anos.
Hoje sabe-se que os raios catódicos som os eléctrons que se desligam dos átomos do cátodo e impactam no ánodo. Desprendem-se por duas razons principais: As "quentes" e as "mornas". Um ejemplo de quente é se fazemos passar umha corrente por umha espira de volfrâmio** o que excita os átomos do material que ganham energia e perdem essos eléctrons. Um de morno é fazer incidir um pulso laser sobre um metal o que tem o mesmo efeito: os electróns excitam-se e perdem a conexom com seu átomo. Depois uma "porta" (Um electrodo extractor) acelera os eléctrons e os precipita no ánodo.
Em 1897
J.J. Thomsom desenha umha experiência genial que lhe permitiu medir o quociente carga/massa dos "raios" (dos electróns que o formam). El foi quem presentou a teoria formal dum corpusculo para a su conformaçom. Logo
Stoney daria-lhe nome: ηλεκτρον (
elektron, electrom).
**(Mui mal por o Estraviz!:
Volfrâmio s. m. Óxido de tungsténio natural, elemento químico número 74 da classificaçom periódica, muito duro, dificilmente fusível, usado na fabricaçom de aços especiais, filamentos para lâmpadas eléctricas [al.
Wolfram].
Tungsténio (Tungsteno em castelam) e un anglicismo horrível!! )