A teoria holografica (Primeira!)

Esta é umha ilustraçom
Maurits Cornelis Escher da serie "Circle Limit" que empregam num artigo da
Investigación y Ciencia para expressares a ideia do universo que tem a teoria holografica. Escher debuxa um espaço hiperbólico (que tem umha curvatura constante e negativa) que experimenta umha deformaçom ao ser representado em duas dimensos ordinarias.
E que é tudo isto da
Teoria Holografica diredes? Vejamos... Segundo a teoria física mais extendida o espaço tem quatro dimensos (três espaciais e o tempo). A
Teoria das Cordas (
# # # , tamem chamada "
Teoria-M") engade mais e mais dimensos , "pequenas" de mais para que trascendam à nossa percepçom, onde as cordas da teoria relacionan-se a outros niveis. Neste espaço Q-D duas teorias (umha clássica e outra quântica) trabalham com dous conceptos opostos da natureça deste espaço: Para a
Teoria Quântica o espaço e nom-definido ao mínimo nivel. Nom há posiçons ou velocidades definidas, só probabilidade e ondas. Se puideramos achegar-nos ate o nivel do vacio entre as partículas topariamos cumha "escuma de espaço" sem definir. Por contra a
Teoria da Relatividade e totalmente clássica neste tema: o espaço é liso e perfeitamente definido, por moi perto que o o miremos a sua natureça sera a mesma.
Entre estas duas teorias poden-se explicar a meirande parte dos fenómenos físicos. A Teoria da Relatividade da-nos umha descripçom justa e completa do comportamento dos corpos baijo o efeito da Gravidade, coa ideia de que a massa dos corpos curva o espaço q-d. A Teoria Quântica trabalha coas interacçons das partículas e as energias. Pena é que nom se solapam, a curvatura do espaço da Relatividade nom e compativel coa escuma quântica e a gravidade nom casa com as particulas da outra. Umha das maiores espranças dos físicos é a creaçom dumha "
Teoria quântica da gravidade" que poida amosar umha imagem completa do Universo. A realidade é que no tempo do cosmos no que habitamos a meirande parte das vezes um pode-se esquencer dumha das duas Teorias, ou aproximar, e trabalhar coa outra. Non há massas grandes davondo para curvar o espaço de jeito que poida ter verdadeira influença quântica. Só um burato negro é quem de fazelo no estadio actual do universo. Suponse também que nos primeiros nanosegundos depois do Bing Bang os efeitos quânticos da gravidade forom
fundamentais para definires o que agora existe. Por desgraça os físicos levam décadas a trabalhar nisso e a cousa vai moi paseninho...
Mais segundo
Gerardus't Hooft e
Leonard Susskind um achegamento distinto à natureça das dimensos espaciais pode abrires um novo caminho cara umha unificaçom das teorias. Dito rapido ( e mal): O número de dimensos é algo subjetivo (nom no psicológico! Isto nom é
filosofia!) que depende de como as tratemos. O espaço pode ter três dimensos e mais a força da gravidade, coas suas relaçons, ou bem pode avondar com duas que dam a ideia de seres mais. E semelhante aos hologramas (dos que colhem o nome): Umha imagem bi-dimensioal que tornase em 3-D baijo a luz ajeitada. Tuda a informaçom do volume esta contida em 2-D, pero podemos interpreta-la como se tivese três. E o universo secadra nom é moi diferente...
Isto, que pode parecer outra mais das "teorias bonitas pero que nom servem de nada", pode ter moita utilidade. Calculos ou teorias que som moi complicados, ou imposiveis, numha geometria 3/4-D podem-se trabalhar nesse espaço de duas dimensos. Se atopásemos umha relaçom directa entre as teorias criadas na fronteira holografica e o interior do universo poderiamos levar o nosso trabalho aos 3-D, do mesmo jeito que a imagem dum holograma toma volume.
Para isso temos que afondar no nosso conhecemento dos tipos de espaços e das suas fronteiras...
(Secadra manhá mais...)